domingo, 14 de agosto de 2011

MEU PAI

José Quinteiro, homen forte, robusto, nascido na Argentina, olhos verdes, um galã na juventude segundo minha mãe. Homem simples que aprendeu a ler e escrever com a esposa, cultivava hábitos finos como conhecer boa comida e bons vinhos. Dono de um bom humor contagiante, que eu sei, foi sua maior herança. Louco pela esposa e pelas filhas, avô apaixonado, deixou-nos cedo demais. Foi ao encontro da sua TUCA(mamãe)  de quem não conseguia separar-se.A lembrança mais forte que tenho do meu pai se refere aos domingos. Era como um ritual. Ele levantava, fazia café e colocava seus tangos que acompanhava cantando com uma voz belíssima. Almoçava, descançava e lá vinha ele vestido com a camiseta do Corinthians assistir na TV e ouvir o jogo no radinho. Lembranças não me faltam, nem saudades. Hoje é Dia dos Pais e tem jogo do Corinthians. Aposto que se olharmos com atenção vamos vê-lo pendurado em alguma nuvem, assistindo o jogo e dizendo:VAI TIMÃO. A foto de hoje é a camiseta dele que guardo como relíquia.Beijos Pai, bom jogo.

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